segunda-feira, 13 de abril de 2009

LOLITAS TIPS (VIVER BEM- GAZETA DO POVO)



No reino dos cabelos lisos

Um extraterrestre que viesse para a Terra estranharia tanta gente de cabelo liso e sedoso. Praticidade, economia de tempo, tendência de moda. São vários os fatores que explicam a obsessão pelo estica-e-puxa capilar.

Publicado em 12/04/2009 Daniela Neves - danielan@gazetadopovo.com.br

Cabelo, cabeleira, cabeluda, tudo bem. Mas descabelada, não! Manter cachos, cabelos ao vento, visual natural é atitude de resistência no reino dos cabelos lisos. Desde que apareceram as técnicas para alisar os cabelos, as ondas, tão comuns em brasileiras, vêm sumindo.

A procura pelo alisamento não é pouca e nos salões de beleza não param de aparecer novos produtos e técnicas para deixar as madeixas mais esticadas. Escova progressiva, marroquina, de chocolate, de gel, de máquina hidrônica e por aí vai. Até Gisele Bundchen andou se rendendo e deixou sua marca registrada, o cabelo esvoaçante, de lado durante o São Paulo Fashion Week, em janeiro, quando apareceu com uma “chapinha básica” na passarela.
Mas, afinal, o que faz tanta gente se render ao alisamento? “Liso, o cabelo fica mais solto, além de deixar o visual arrumado”, diz Regina Martelli, consultora de moda da Rede Globo.
A moda dos cabelos lisos tem inspiração nos anos 60 e 70, lembra Regina. “Naquela época não havia chapinha nem secadores potentes e escovas redondas. Tinha é que passá-los a ferro. Sim, isso mesmo, e depois enrolá-los em volta da cabeça prendendo com pinças (procedimento que se chamava “fazer uma touca”) e amarrar com um lenço para conservar os cabelos lisos enquanto se dormia ou para sair na rua escondendo as pinças. Uma canseira!”, conta Regina.

A consultora de imagem Adriana Izumi diz que em algumas profissões o liso é quase uma regra. “É sinônimo de seriedade, de formalidade. Advogadas, bancárias entre outras, precisam dessa imagem. O cabelo anelado também é bonito, mas a progressiva significa economia de tempo”, diz Adriana. Além disso, diz a ela, o liso e comprido é sexy e a brasileira gosta disso: “Dá fluidez, movimento, o que é muito sensual”.

Reviravolta

Mas, segundo Regina Martelli, os cabelos com chapinha, “parecendo que o cachorro lambeu”, estão saindo de moda. A tendência é a raiz mais solta, os cabelos com movimento. Com progressivas variadas, chapinhas para todos os tamanhos e tipos de cabelos, é fácil seguir a tendência. “Eu gosto dos cabelos lisos quando a raiz não é baixa, rente ao couro cabeludo e com as pontas espigadas. Desse jeito fica artificial. Esse efeito espichado não existe nem mesmo em quem tem cabelos escorridos”, observa Regina.

Adriana diz que para aderir aos lisos é preciso antes analisar a personalidade. “Pessoas mais tímidas e reservadas não combinam com cabelões esvoaçantes. Já uma pessoa mais sexy e extrovertida vai sumir com um cabelo comprido e extremamente liso”, diz.
Japonesas já eram.

As primeiras técnicas de alisamento apareceram no Brasil há nove anos. Lembram-se de Fátima Bernardes e sua escova japonesa que aparecia mais do que as notícias? De lá para cá, o efeito “capacete” foi desaparecendo e as progressivas, além de deixá-los menos artificiais, estão tentando tratar os fios, com combinados de queratina e aminoácido. “Esses são produtos mais naturais, que vão repor a queratina perdida em luzes e outras ações feitas no cabelo”, diz o cabeleireiro Vanderlei Batistel, do Salão Marly.

O formol ainda é base para boa parte dos tratamentos, mas a Anvisa limita em 0,2% a quantidade na fórmula, já que a substância é tóxica e tanto a inalação dos gases quanto o contato com a pele são perigosos.

O cabeleireiro Lucas Gipiela demorou para começar a usar a química de alisamento justamente por não ter segurança sobre a qualidade dos produtos. “Hoje temos bons produtos, mais naturais, permitem a diminuição do volume, o alisamento da cutícula, sem deixar as pontas arrepiadas e secas”, diz.

Regina Bandeira, cabeleireira da equipe Lady & Lord, evita produtos com formol. “Eles não alisam de verdade, apenas cobrem os fios”, afirma. Outros cabeleireiros, porém, defendem o uso do formol com a pequena porcentagem permitida pela Anvisa. Dizem que são eficientes e mais em conta do que outros produtos, como os à base de amônia e hidróxido de sódio.

No final, todos são químicos e por isso é preciso tomar cuidado, não somente com os produtos, como também com o período para reaplicá-los. “É preciso ter um mínimo de espaço entre a raiz e o comprimento, senão o cabelo não suporta”, afirma Regina Bandeira.
Serviço:
Lolitas Salon de Coiffure, fone: (41) 3224-8115 /Salão Marly Jardim Social, fone: (41) 3363-0505 / Lady & Lord Anita Garibaldi, fone: (41) 3253-4545 /Lucas (Salão Bozza), fone: (41) 3246-5425 .





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